7 de jan. de 2014

Videoclipes produzidos




2013/2014
Música O Dia
Banda: Skamaleões
Direção/edição





2011
Música: Um Garoto Sonhador
Banda: Jimmy Dog
Direção/Edição: Fabiana Beltrami e Pablo Lauxen




2007
Música: Clubinho
Banda: Dinartes
Produção: Fabiana Beltrami


4 de jan. de 2012

Histórias de um livro*

*Publicado em www.upf.br/nexjor em 11/2011.

"O menino mais velho, Cesar, ao ver sua mãe em tal desespero, sem pensar, correu para casa tomada de fogo e..."  "O que a TV não mostra é que ela mesma é capaz de manipular a 'verdade'". Todo mundo tem um preço..." "No meio da briga, um beijo. José entrou no clima e acabou tirando a roupa. O sexo aconteceu."*

Andar por uma feira do livro prestando atenção, mais nas pessoas do que nos livros, nos faz conhecer histórias. Estava observando o evento no intuito de registrar, fotograficamente, pessoas e livros. Percebi uma grande movimentação de alguns jovens e adultos na sessão de autógrafos. No meio do burburinho, percebi uma diretora de escola, a qual eu conhecia, me aproximei e perguntei a ela o que estava acontecendo. Ela responde - "os alunos da escola fizeram um livro com um professor e viemos para o lançamento." Olhando aquela quantidade de jovens, eu fiquei impressionada. Pedi para olhar o livro e a curiosidade apareceu. O título me chamou a atenção, Contos de verdade - histórias de jovens estudantes;  e aí fui conhecer a história por trás destas histórias.
O professor, André Martinelli Piasson, no intuito de ensinar o período medieval europeu (476 a 1453 d.C), utilizou -se de contos populares à turma de ensino médio. O  ano era 2003.  Assimilado o conteúdo do cotidiano da época de tantos anos atrás, os alunos foram instigados a escrever contos sobre a época na qual viviam.  A atividade foi um sucesso repetindo-se. Em 2005, reuniram-se professores de português, artes e informática, ampliando o alcance pedagógico. Foi um sucesso. O livro de agora começou em 2007 não podendo ser finalizado, mas o projeto foi retomado em 2010.
Oitenta  jovens, 1 professor de história, mais alguns professores, 1 escola, a rifa de um aparelho mp3, a arrecadação financeira numsite e alguns contratempos fizeram com que eu presenciasse o tal burburinho na frente da sessão de autógrafos da 25ª Feira do Livro de Passo Fundo.
Na movimentação comecei a conversar com os autores; ali estavam presente mais ou menos 20 alunos. Conversei com Talita Favreto de Abreu, Marlon Josnei Oliveira e Rosana Suelem Santos Paim e posso dizer que o sorriso era a ilustração daquele momento. A fala dos três era a mesma -  a emoção de poder ter o livro em mãos, de colocar no papel a vivência deles e os outros as lerem, mas a unanimidade era a confiança do professor neles e no projeto. A conversa teve que ser interrompida,pois todos queriam os autógrafos destes novos escritores. Eram autógrafos em escala industrial,em meio a sorrisos, concentração. Os novos proprietários dos livros eram pegos de surpresa pelos personagens, iniciando ali mesmo a leitura daquelas páginas:  conhecendo a Joana, que nunca havia amado, João Carlos, que morrera, do nascimento de Mel,  histórias de separações, do tempo, de trabalho, da escola, de conquistas.
As histórias foram vivenciadas por 80 jovens que estudam no Instituto Cardeal Arco Verde de Passo Fundo, escritas por eles, incentivadas pelo professor e postas à leitura. Eu comprei o livro, peguei alguns autógrafos, tirei fotografias e registrei esta minha vivência. Não é em formato de conto, mas é de verdade. Agora, tenho muitas histórias para ler. E, espero que você também tenha.
 *Trechos de histórias na orelha do livro.


Você encontra o livro na Livraria Nobel na Rua General Osório, 1.148. Passo Fundo. No diretório acadêmico do IFCH na UPF Campus I.
Livro: Contos de Verdade - histórias de jovens estudantes
Editora Méritos. Passo Fundo, 2011
Organizador: André Martinelli Piasson
Autores 2007: Àlisson do Nacimento Juliani, Jéssica da Silva Lacourt, Vanessa Salete de Ramos, Aline Aparecida Lara, Natanael de Lima Severo, Camila Portela de Oliveira, Aline da Silva, Eduardo dos Santos Silva, Sherlei Caminski Lopes, Mariana Santos Duarte, Jéssica de Oliveira Paz, Taís Fernandez Savi, Francieli Amarante da Costa, Rafaela Teresinha Trein, Scheila Fernandes Rossi, Luciano Machado Antunes, Jéssica Lara Mello, Jéssica Daniela de Oliveira Padilha, Lucas Wasem, Leonardo Rudinei Lara, Rafaela Siqueira Alves, William Leida dos Santos, Jorge Luiz Andrade da Silva Jr., Zenita de Souza, Rosecléia Pino de Moura, Marina Guariniri, Lucas Hoffman dos Santos, Jéssica Freyer Pedersen, Jussana Dal Piazze Garcia, Joana Amélia da Silva, Marta Rejane de Oliveira Colombo, Andréia Rocha Gois, Francieli de Vargas, Natália Fernanda de Freitas Aquino, Marília dos Santos Moraes, Serzeli de Aguiar Marques, José da Costa Vieira, Paola da Silva Caciamani, Gabriela Werle Rodrigues, Bruna Flávia Ribeiro, Bruna Letícia, Nasgorski, Janaína de Britto, Tamara da Silva Marques, Janaína Costa, Jéssica de Gois Ribeiro, Luiz Guilherme Bonfada de Mattos, William da Rosa Oliveira.
Autores 2011: César Macedo de Chagas, Marisete de Macedo Soares, Paloma Mariano, Gilberto Teodoro Campanholo, Diônatan Ribeiro da Silva, Talita Favaretto de Abreu, Marlon Josnei Oliveira, Rosana Suelen Santos Paim, Gustavo Gonçalves, Fabiana da Silva da Rosa, Cláudia da Cunha de Assumpção, Letícia da Silva Martins, Tuany Aline dos Santos Motta, Jéssica da Silva de Oliveira,Luana Assumpção, Álisson Nickel de Lima, Andréia da Silva Dutra Fogolari, Nardel Ramos da Cunha, Sheila da Silva Souza, Vanuce de Carvalho, Alice dos Santos, Bruna Cechin Quevedo, Cristiano Souza, Leonardo Silveira de Souza, Estela Sandra Mara Mendes dos Santos, Adriele Lopes Machado, Gessi Giombelli, Bruno Velho Jardim, Stefani Santos Bueno, Josiane Cristina Souza Sampaio, Mateus Maciel Rodriguez.

Fotos: Fabiana Beltrami

Das imagens entendo eu! Não, não, não!*

*Publicado no www.upf.br/nexjor em 09/2011.


Atualmente gravar, editar, aplicar efeitos não são possibilidades fotográficas e/ou de vídeo exclusivas aos profissionais destas áreas. Comsoftwares e aplicativos gratuitos as "perfumarias" visuais oferecem um pacote para a diversão de quem quer expor suas idéias pelas imagens.

Houve a época em que a fotografia demorava para ser clicada, para ser revelada, retocada e chegar na mão do retratado. Houve, também, a época em que as trucagens (efeitos) no cinema sofriam a sobreposição das películas o que parecia mágica. E, muito antes dos dois, os cartazes eram pintados um a um, à mão. Sim, estas épocas estão distantes 50, 60, 70, 100 anos atrás.
Desde então, a cada dia, as facilidades foram se ampliando. Antes era necessário ser criativo para conseguir construir possibilidades de botar em prática uma ideia,  para ter a imagem que se desejava. Agora a criatividade é inventar ideias com tantos recursos à disposição.
As tecnologias transformaram o fazer dos profissionais de comunicação, como: fotógrafos, editores, designers, diretores e editores de vídeo, mas também oportunizaram vários recursos a todos que tiverem um computador ou um celular conectado à internet. Não importa se é um aplicativo ou um software, ferramentas fáceis de baixar para PCs, tablets e celulares, muitos são gratuito e simples de usar. Confira algumas sugestões:
NO COMPUTADOR
YouTube, por exemplo, tem um editor simplíssimo para vídeo (que você utiliza nas imagens que você tem no seu canal), onde qualquer pessoa dos 8 aos 80 (ou antes ou depois de tais idades) consegue fazer uma montagem básica de forma online. E, agora, possui uma novidade, a possibilidade de alterar a imagem do vídeo colocando efeitos coloridos, P&B, sépia, (e outros tantos) em todo ele. Outra opção para editar vídeos é o VideoSpin, da Pinnacle. É um editor simples e fácil de usar, podendo baixar da internet de forma gratuita pelo Baixaki (oferece um tutorial explicativo passo-a-passo).

NO CELULAR
Com os celulares smartphones a criação de imagens, postêres e vídeos é facilmente realizado, não importando a marca do celular ou a nacionalidade do usuário quando ele utiliza os aplicativos. São vários tipos: para fotografar em preto e branco, sépia, imitando as fotos de antigamente, com mais cor, menos cor, mais contraste, menos contraste, podendo transformar a sua foto num cartaz com caracteres e formas diversas, ou até gravar vídeos. E mais do que colocar efeitos, a maioria dos aplicativos dá a possibilidade de compartilhar com os amigos a sua criação.  Seja por via das redes sociais tradicionais como facebook e twitter, ou outras específicas de cada aplicativo, como é o caso do Instagram para fotos (gratuito na App Sotre, o Viddy (gratuito na App Store) para vídeos e o Phoster ($1,99 na App Store).
Assista um vídeo explicativo sobre alguns destes aplicativos.
httpv://www.youtube.com/watch?v=mHbTI2URlp0
CURIOSIDADE! Significado e expressões de como os telefones móveis são nomeados em suas várias "nacionalidades": móbiles (britânico), móviles (espanhol), telemóvel (Portugal) ou ainda em expressões como handys(alemães), Kännykät (finlandeses) e keitai (japoneses).

1 de out. de 2011

Novas mídias e sua apropriação no contexto escolar

por Ciro Gusatti



Foto: Alecsander Portílio
Pensar nas novas mídias apropriadas no ambiente escolar ainda é imaginar uma realidade distante das possibilidades da maior parte dos espaços educativos, discutir sobre essa problemática foi o objetivo da conversa do PhD Eduardo Pellanda e do publicitário Ciro Eduardo Gusatti no Ecom de 2010.

A discussão partiu de alguns dados resgatados em uma pesquisa realizada Colégio Marista Conceição. Apresentou-se informações relacionadas ao contexto de apropriação tecnológica dos educadores, alunos e a compreensão desta realidade a partir do colégio e seus gestores.

O estudo ilustrou um panorama favorável no contexto daquela instituição, apesar de apresentar uma clara dissonância entre as três interfaces analisadas. A pesquisa ilustrou, também, alguns nortes e procedimentos para a implantação novas mídias. Durante a exposição, as informações foram evidenciadas de maneira sintética.

Discutiu-se, contudo, que a realidade exposta por esta instituição tratava-se de um contexto privilegiado, um ambiente único e diferenciado em relação à maioria das escolas, principalmente relacionado às nossas instituições públicas. Era inevitável, a partir disso, uma visão pessimista sobre a apropriação nestes outros contextos. Enquanto as escolas particulares deveriam investir nas possibilidades digitais, colocando à disposição dos alunos tecnologias de ponta e exigindo dos professores preparo, na escola pública estes recursos ainda seriam assimilados como luxo.

A apropriação das novas mídias nos ambientes educativos exigiria grandes investimentos em equipamentos e recursos humanos. Além disso, a simples introdução do suporte não significaria inovação educacional. Atingir-se-ia este objetivo quando houvesse transformações nas metodologias de ensino e nas próprias finalidades da educação.

Foto: Fabiana Beltrami
Os educadores afirmavam que as novas mídias, apesar de propor o acesso a muita informação, exporiam o educando a um conteúdo que não necessariamente teria qualidade e profundidade. Achavam que as muitas possibilidades de acesso e a rapidez com que o jovem obtinha a informação não permitiam o tempo necessário para aprender, pensar em si e no mundo.

O desafio da educação, contudo, seria preparar os professores para trabalhar com essa nova geração de alunos e todos os recursos da tecnologia contemporânea. Infelizmente, essas tentativas de inovação se chocavam com a resistência de alguns educadores que, apesar do discurso inovador e construtivista, não estariam conseguindo transformar, qualificadamente, em quase nada sua prática pedagógica efetiva e continuam a ser formados para repartirem velhas pedagogias, com ou sem tecnologias.

O aluno não veria mais o professor como a única referência do saber. Assim, o desafio da escola partiria não só no investimento em instalações e equipamentos de última geração, mas, principalmente, o de formar professores que saibam orientar essa geração a desenvolver metodologias de estudo e aprendizado, a selecionar as informações com qualidade nas novas mídias e a transformar toda essa informação em conhecimento.

Pensar uma educação com novas mídias e tecnologias representaria desmascaramos uma realidade educacional formadora de recursos humanos para o mercado de trabalho, repensarmos a formação docente e a proposta pedagógica das escolas, significa consolidarmos um sistema de ensino que desenvolveria a capacidade crítica, um sistema de valores à compreensão de comunicação.

Isso quer dizer, do mesmo modo que a escola educa tradicionalmente para a leitura e expressão textual, neste mundo permeado de novas linguagens desenvolvidas a partir das novas tecnologias de comunicação e informação, propõe-se à escola também promover, uma educação voltada à comunicação e as novas mídias, à produção/expressão das novas linguagens e de sua assimilação crítica, compreendendo-as e apropriando-as nas três interfaces (educador, aluno e instituição) e não apenas absorvendo-as como modismo tecnológico.

Pensando em possibilidades de usar tecnologias na sala de aula? Confira 80 links sugeridos pela Revista Nova Escola.


28 de ago. de 2011

Rever sempre!

NÓS QUE AQUI ESTAMOS POR VÓS ESPERAMOS, a primeira vista este título não me fez entender o que eu estava preste a assistir. Sempre ouvia falar deste documentário, mas nunca me interessou o título. Não entendia. Mas o acaso o trouxe em forma de presente e há muito tempo atrás o assisti. Depois de um tempo, na aula de Estudos Contemporâneos da Comunicação e Cultura (Jornalismo/2010) tive outra oportunidade de revê-lo e emocionar-me mais uma vez.
Mas ao final da primeira vez que assisti coube como uma luva. Este título expressa o objetivo deste filme-memória. Mas já nas imagens iniciais, passeando por um cemitério com a câmera, percebe-se o legado de todos nós: estaremos esperando os que lá também chegarão.

17 de ago. de 2011

Watson existe?!


A ânsia do ser humano para criar algo melhor que sua inteligência trouxe o Watson.


O mais novo “neto” de Thomas Watson, uma homenagem da empresa ao fundador da IBM.  Este computador que consome 80 Kilowatts para trabalhar, ao contrário do cérebro humano, 20watts, ganhou o jogo Jeopardy! (Arrisque-se!, em tradução livre) de dois concorrentes humanos. Esta é a segunda tentativa da IBM de colocar um computador no viés da “inteligência artificial”.

14 de ago. de 2011

Reflexão

Em virtude da leitura do texto - "Cultura digital e Educação: Redes já!*; que está no livro "Além das Redes de Colaboração"**, tive acesso ao documentário longa-metragem "Globalização - O mundo Global visto do lado de cá"***. Fiquei impressionada por nunca ter ouvido falar neste filme, por isso coloco-o aqui. A duração é longa e o impacto também.