13 de ago. de 2011

Educação e Informação na ponta dos dedos

Agora é verdade! O mundo está nas suas mãos e à qualquer hora.
Os smarthphones viraram um upgrade cerebral na ponta dos dedos: as pessoas não memorizam mais datas importantes, número de telefones ou revelam fotografias colocando-as nos álbuns de família. Parece que hoje, mais do que com a chegada da comunicação de massa, alguns meios se tornaram "extensões de nós mesmos", como introduziu Mcluham já na década de 60:


Numa cultura como a nossa, há muito acostumada a dividir e estilhaçar todas as coisas como meio de controlá-las, não deixa, às vezes, de ser um tanto chocante lembrar que, para efeitos práticos e operacionais, o meio é a mensagem. Isto apenas significa que as conseqüências sociais e pessoais de qualquer meio — ou seja, de qualquer uma das extensões de nós mesmos – constituem o resultado do novo estalão introduzido em nossas vidas por uma nova tecnologia ou extensão de nós mesmos”.
Os smarthphones geralmente são escolhidos por disponibilizarem acesso à internet, facilitando a vida na hora da digitação com os teclados qwerty (parecidos com os teclados de computadores), ou tecladostouchscreen que possibilitam uma interação mais direta do usuário com o celular através de aplicativos. Os aplicativos são pequenos softwares que tem como foco o usuário. O objetivo é facilitar tarefas práticas tanto para questões no dia-a-dia do trabalho como para entretenimento.
Existem uma infinidade de aplicativos para os usos mais variados: ferramentas para carpinteiros, para fotógrafos, guias turísticos, afastadores de mosquito, para colocar ruído de vinil nas músicas; para uso do imaginado ou inimaginável. Com tanta facilidade, diversão e informação, nada parece difícil no mundo dos aplicativos.
Os maiores jornais do mundo, canais de televisão, revistas segmentadas e livrarias já criaram seus aplicativos para acesso em apenas um clique. No Brasil temos a Folha de São Paulo, Globo News, Revista Veja, Livraria Cultura, como exemplos. As informações destes canais estão em pequenas telas de 3 a 4 polegadas,  que levam à redes e conexões de informações absorvendo o usuário numa plataforma tão pequena porém quase ilimitada.
Com o smartphone e a intenet integrados a informação de qualquer lugar do mundo está na palma da mão, ao alcance dos sentidos. A Metrópole Comunicacional de Canevacci se fortalece aqui, num simples aparelho de comunicação por ondas eletromagnéticas permitindo a transmissão bidireccional de voz e dados utilizáveis em uma área geográfica que se encontra dividida em células, cada uma delas servida por um transmissor/receptor (antenas) e a produção de um menu de serviços, dentre eles os aplicativos.
Sejam aplicativos de cunho informativo, utilitário ou de divertimento, o fato é que são diversos e, em alguns casos, muitos aplicativos transitam sobre o mesmo assunto. Para conhecer Paris, por exemplo, antes de embarcar no avião, ou estando lá mesmo, não é necessário pegar metrô, visitar museus ou comprar um guia turístico que vai pesar na mochila. Hoje, existem noiTunes mais de 150 aplicativos relacionados à "cidade luz". Muitos deles são gratuitos e outros custam entre R$1,50 à R$10,00. São aplicativos com mapas para serem usados em passeios a pé, de bicicleta, ou de metrô; de revistas, restaurante, com mapas recheados de links de videos e fotografias dos locais que se pretende ir, ou, apenas obter informações. Um dos aplicativos mais interessante que conhecemos é o do Museu do Louvre. Sua interface vai do texto ao vídeo, da fotografia ao zoom detalhado, apresentando em cada obra as informações técnicas e sua localização no museu.
Agora entre no clima do mundo na palma das mãos e deguste o aplicativo do Louvre.

Vídeo: Karina de Oliveira e Fabiana Beltrami
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Matéria publicada  no Portal Nexjor - Núcleo de Jornalismo da Agegom UPF.

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